Como divulgar minha loja virtual?

Para uma loja física ter visitantes basta estar em um ponto comercial movimentado, bem localizado ou dentro de um shopping, o que (teoricamente) dispensa a necessidade de divulgação. Já uma loja virtual que não é divulgada e não atrai visitantes praticamente não existe. Esperar que um site receba organicamente um volume de tráfego o suficiente para gerar vendas é esperar por um milagre – a não ser que o diferencial de seu negócio seja tão grande que seu site viralize sozinho. Por isso, é essencial que a estratégia de marketing digital de sua loja seja um dos pilares de sua estratégia.

As principais maneiras de divulgar uma loja virtual são:

 

  1. SEO (otimização para mecanismos de busca)
  2. Redes Sociais
  3. Google Ads (antigo Google Adwords)
  4. Google Shopping
  5. Facebook Ads (e Social Ads)
  6. Comparadores de Preço
  7. E-mail Marketing
  8. Marketplaces
  9. Outros canais (fóruns, blogs, diretórios)

 

SEO (otimização para mecanismos de busca)

Trata-se da busca orgânica, quando um site é exibido e recebe cliques nos resultados naturais de site de busca, sem a necessidade de investimento em mídia. O termo SEO vem de search engine optimization, que trata de um conjunto de técnicas para otimizar um site nos mecanismos de busca e posicioná-lo entre os primeiros resultados.

O SEO é extremamente importante para qualquer tipo de site, e quando falamos de um e-commerce pode fazer grande diferença no resultado, pois permite fazer a divulgação gratuita do site quando as pessoas estão com intensão de compra. Por exemplo: “tv samsung preço” ou “comprar playstation 4” são termos procurados quando uma pessoa possui forte intensão de compra.

Existem centenas de critérios para que um site fique bem posicionado na busca, que vai desde a autoridade de domínio, autoridade de página, conteúdo, estrutura e links apontado para o site.

Veja também:

 

Redes sociais

As redes sociais como Facebook, Instagram ou Linkedin são extremamente importantes para criar engajamento com potenciais clientes. As pessoas passam muito mais tempo no feed do Facebook por exemplo que em muitos sites. Apesar de ser um importante canal de divulgação, o objetivo principal objetivo é dialogar com o público, levando conteúdo relevante – e não apenas promoções e mais promoções. É muito comum do iniciante no comércio eletrônico se limitar a postagens de produtos que tem em sua loja, limitando o potencial da ferramenta. Mas pense: quem é que entra no Facebook ou no Instagram pensando em comprar algum produto? Quando há a intensão de compra, é mais comum que as pessoas façam a busca no Google, num comparador de preços ou diretamente em alguma loja que conheça.

 

Google Ads

Uma das maneiras mais rápidas, eficientes e eficazes de anunciar um e-commerce é através do serviço de mídia do Google, o Google Ads (antigo Google Adwords). Nesta ferramenta é possível “comprar” termos de busca que as pessoas estão buscando, como por exemplo “tv samsung preço” ou “comprar playstation 4”, já mencionados no tópico onde falamos de SEO. A diferença é que os anúncios são exibidos quase que instantaneamente, sem a necessidade de desenvolver complexas otimizações de conteúdo ou no site.

Mas a plataforma Google Ads não se limita à busca (ou links patrocinados): temos também a Rede de Display e o próprio YouTube, plataforma de vídeos do Google. A Rede de Display corresponde ao conjunto de sites parceiros do Google, onde é possível fazer anúncios através de banners em sites de conteúdo de diversos assuntos. No caso do YouTube, é possível fazer anúncios de vídeo.

A ferramenta de gerenciamento do Google Ads é fantástica e permite controlar quase tudo em relação às campanhas: orçamentos, custo por clique, segmentações, lances por dispositivos, locais de exibição, e mais uma infinidade de coisas. Ainda é possível fazer a integração com diversas ferramentas do Google, como o Google Analytics, YouTube, Google Meu Negócio, e assim por diante.

O investimento é realizado via CPC (custo por clique) e o posicionamento do anúncio é determinado por meio de um leilão (quem paga mais) com a qualidade do anúncio e página de destino.

 

 

Google Shopping

Apesar de ser exibido na busca ter muita coisa parecida com os links patrocinados, o Google Shopping permite exibir os produtos em formato de “grade de produtos”, exibindo fotos, preços e o nome da loja. E ainda melhor: ao contrário dos links patrocinados (anúncios de texto), é possível que uma mesma loja exiba 2 ou mais produtos num mesmo resultado de busca.

Os anúncios são feitos ela plataforma do Google Ads, mas as ofertas devem ser cadastradas no serviço chamado Google Merchant Center (https://merchants.google.com). Os produtos podem ser inseridos através de uma planilha, via integração de API ou por meio de um Feed no formato de XML. Tudo vai depender dos recursos disponíveis em sua plataforma de e-commerce.

Para quem possui produtos que possuem pesquisas nos mecanismos de busca, é uma estratégia   obrigatória. O pagamento é feito apenas por clique (CPC) e costuma ter alta taxa de conversão, pois quem clica nos anúncios normalmente já está pré-disposto a comprar.

 

Facebook Ads (ou Social Ads)

Diferente das redes sociais, social ads refere-se aos anúncios pagos realizados nas redes sociais.  A plataforma mais conhecida (e desenvolvida) para fazer isso é através do Facebook Ads, onde é possível anunciar através do Facebook, Instagram e Messenger. Também existem outras ferramentas, como o Linkedin Ads, Twitter Ads, Pinterest Ads, e assim por diante.

No Facebook Ads existem vários formatos de anúncios disponíveis para os mais diversos objetivos. É possível impulsionar publicações já feitas na página ou perfil, fazer anúncios diretos (darkposts), anunciar produtos e um catálogo, vídeos, conjunto de imagens, carrossel de produtos, etc. Os objetivos são os mais variados: reconhecimento de marca, visitas ao site, engajamento com publicações, downloads de apps, vendas de produtos através de catálogos ou conversões no site.

Quando fazemos uma postagem nas redes sociais esperamos que ela alcance muitas pessoas sem investimento, mas infelizmente as redes sociais limitam ao extremo este alcance, estimulando que as empresas façam a compra de mídia.

 

Comparadores de preço

Sites como Buscapé, Zoom ou JáCotei são especialistas em comparação de preço entre lojas. Por muito tempo estes foram os principais sites de anúncios de uma loja virtual, visto que as pessoas que estão navegando por ali são potenciais clientes e busca de um produto para comprar. A cobrança é feita através de CPC e o posicionamento das ofertas costuma ser por leilão, onde quem paga mais aparece nas primeiras posições. A integração normalmente é por arquivo XML, mas algumas permitem o cadastro de produtos via planilha.

 

 

E-mail marketing

Prática muito comum, o e-mail marketing já foi muito mais do que é hoje. Antigamente era possível comprar bases de e-mail (não recomendado) ou alugar listas externas para disparar as ofertas. Porém a boa prática é construir uma lista de clientes própria, previamente autorizada pelo usuário. Assim as campanhas de e-mail terão muito mais aceitação e sucesso, aumentando a taxa de abertura, cliques e vendas.

Para fazer a captação de e-mail normalmente se usa a lista de clientes que já compraram na loja ou quem se cadastra em formulários para receber ofertas. O disparo é feito normalmente através de ferramentas de disparo em massa e o formato pode ser em texto ou em HTML.

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Marketplaces

Os marketplaces são sites que agregam ofertas de várias lojas virtuais, porém diferente de um comparador de preço. Em um marketplace a venda acontece diretamente no carrinho e checkout deste próprio site, e o lojista recebe os pedidos dentro de um painel administrativo, disponibilizado pelo próprio site.

Os marketplaces mais conhecidos são o Mercado Livre, B2W (Submarino, Americanas, Shoptime), Cnova (Casas Bahia, Extra, Ponto Frio), Walmart, Amazon, Magazine Luíza, Netshoes, Dafiti, entre muitos outros. Há uma grande tendência de lojas grandes, com grandes volumes de tráfego se tornarem marketplaces, permitindo que outros lojistas vendam seus produtos ali.

A grande vantagem de utilizar marketplaces é que existe um alto volume de visitas e a credibilidade da marca, além de muitos clientes fiéis – além de pagar apenas comissão sobre o que vender. A desvantagens são as altas comissões de venda (podem variar de 10% a 30%), e também o fato de que a sua loja não será em nenhum momento destacada, o tornando mais um distribuidor do que um varejo.

 

Outros canais

Existem vários outros canais que uma loja virtual pode ser divulgada.

 

  • Fóruns de discussão;
  • Blogs (através de Guest Post e anúncios diretos);
  • Através de influenciadores digitais;
  • Sites de fornecedores;
  • Sites de cupom de desconto e cashback;
  • Clubes de compra (como Peixe Urbano ou Grupon);
  • Diretórios (Telelistas, Lista Amarela, Guia Fácil, etc.)
  • Sites de compra e venda;
  • Grupos nas redes sociais.

 

Boas práticas

Não adianta divulgar o seu e-commerce e levar pessoas para dentro da loja se o site possui problemas para fechar a compra ou não possui ofertas relevantes. Aqui vão algumas boas práticas:

 

Tenha uma boa oferta

Antes de mais nada, a oferta de sua loja precisa ser relevante para despertar o interesse de compra. Aqui é preciso entender bem sobre as necessidades e desejo do consumidor e ter domínio do seu produto, sabendo exatamente como fazer para que o cliente queira comprá-lo. Avalie a competitividade de seu negócio perante seus concorrentes e busque maneiras de se diferenciar, seja com preços mais baratos, serviços agregados, mix de produtos, entrega, etc.

 

Produto bem apresentado

A página de produtos é uma das principais páginas acessadas no site, e costuma ser a primeira entrada de um cliente na loja. Por isso é importante encantar o usuário logo quando ele entra e despertar interesse de compra ou de navegação em mais produtos. Algumas dicas:

  • Explore muito bem as fotos e exiba outras posições;
  • Vídeos e conteúdos especiais também são muito legais;
  • Tenha um título muito bem feito (vale muito para SEO também);
  • Desenvolva uma descrição vendedora, mostrando vantagens e benefícios;
  • Não deixe faltar nenhuma informação técnica (pode levar à dúvida e saída do site);
  • Não se esqueça de destacar preço à vista, parcelamentos, cálculo de frete, etc.

 

A navegação precisa ser simples e checkout precisa estar funcionando

Deixe a navegação de categorias o mais amigável possível, para que o usuário chegue onde precise em poucos cliques. A busca precisa estar bem afinada e as categorias em uma organização lógica e simples.

Os botões que levam até a finalização de compras (como “comprar” e “finalizar pedido”) precisam estar chamativos e em destaque na página. Não pode haver dúvidas de onde clicar para fechar um pedido.

Certifique-se de que o cálculo de frete esteja funcionando bem, com prazos e preços condizentes com o mercado e estratégia comercial.

O checkout precisa ser rápido, objetivo e funcional. Quanto mais meios de pagamento forem disponibilizados, melhor. Só evite a duplicidade de formas de pagamento e o exagero no uso de intermediadores de pagamento, priorizando boleto, cartão de crédito, débito e outras formas interessantes para o seu negócio. Se o  intermediador for a única forma de pagamento, certifique-se de utilizar um serviço que tenha “checkout transparente”, fazendo com que os usuários não sejam direcionados para outra página.

 

Tenha o Google Analytics bem configurado

Analisar dados é muito importante para a performance de um e-commerce, mas muita gente acha que o Google Analytics só serve para ver as estatísticas de acesso e nada a mais. Existe uma infinidade de relatórios, onde pode-se entender, o comportamento, origem do tráfego, páginas mais visitas, taxa de rejeição, e assim por diante. É obrigatório ter o relatório de comércio eletrônico ativado na loja, e também é importante configurar o funil do site, onde será possível saber a evolução de visitas e abandonos de cada etapa do site, desde a página de produtos, carrinho de compras, checkout, etc.

 

Parametrizar URL

Para saber com mais detalhes de onde os acessos e conversões estão vindo, é importante utilizar os parâmetros de URL (os UTMs), permitindo separar as informações dentro do Google Analytics. Os parâmetros permitem saber a origem do acesso, mídia utilizada e a campanha. Assim é possível saber o desempenho de cada ação feita, através de mídias como Facebook Ads, E-mail Marketing, Comparadores de Preço, etc. No caso do Google Ads existe uma integração nativa com o Google Analytics, e indicamos que esta integração seja feita, pois é muito simples e eficiente.

Para parametrizar uma URL utilize o Google URL Builder (https://ga-dev-tools.appspot.com/campaign-url-builder/).

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